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Mercado Financeiro

Petrobras encolhe R$ 98 bi em maio e assusta investidores

Última atualização: 05/29/2026 11:52 pm
Lucas Cezário
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Negociações com Irã derrubam petróleo e fazem PETR4 despencar

Petrobras – Na última sessão de maio de 2026, a estatal fechou o primeiro mês negativo do ano após ver suas ações recuarem mais de 14% e seu valor de mercado encolher R$ 98,1 bilhões, reflexo direto da queda do barril do Brent diante da perspectiva de acordo entre Estados Unidos e Irã.

Índice de Conteúdos
  • Negociações com Irã derrubam petróleo e fazem PETR4 despencar
  • O que explica a sangria de R$ 98 bilhões?
  • Impacto para a macroeconomia e para o investidor
  • Em resumo: PETR4 perdeu 14,43% no mês, apagando quase R$ 100 bi do valuation.

O que explica a sangria de R$ 98 bilhões?

O barril do Brent para agosto acumulou retração de 17,4% em maio, terminando a US$ 91,12, enquanto o WTI cedeu 16,8% a US$ 87,36, segundo dados compilados pela agência Reuters. O movimento foi catalisado pelo avanço das tratativas de paz e pela sinalização indireta de alívio nas tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

Com o tombo das ações, a Petrobras perdeu R$ 98,1 bilhões e encerrou maio avaliada em R$ 576,5 bilhões, a menor cifra desde 6 de março.

Impacto para a macroeconomia e para o investidor

A derrocada do petróleo ocorre em um momento em que o Banco Central mantém a Selic em 10,50% ao ano, reforçando a migração de parte dos investidores para a renda fixa. Historicamente, cada recuo de 10% no Brent reduz em até 0,2 ponto percentual a inflação projetada pela FGV, criando espaço para cortes de juros futuros — mas também comprimindo a geração de caixa da Petrobras e seus dividendos, vistos como “queridinhos” do Ibov.

Além disso, o valor de mercado atual, R$ 576,5 bilhões, ainda supera os R$ 680,1 bilhões do pico registrado em 13 de abril, quando o conflito no Oriente Médio elevou o preço da commodity. Ou seja, quem entrou no topo já amarga perda de 15%, enquanto a companhia acumula 12 recordes históricos desde fevereiro.

O que você acha? Vale reavaliar sua estratégia com PETR4 depois dessa correção? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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