Desconto chama atenção enquanto mercado ignora possível re-rating
XP – Mesmo negociada em Nova York a menos de dez vezes o lucro estimado para 2026, a corretora ainda não entrou no radar da maior parte dos investidores institucionais. O gestor André Caldas, da Springs Capital, alerta que uma virada no ciclo de juros pode desencadear uma alta expressiva no papel, pegando de surpresa quem ficar de fora.
- Em resumo: ativo trade a múltiplo de barganha e pode reprecificar rápido quando o Banco Central sinalizar cortes de juros.
Por que o gestor da Springs Capital aposta na XP
Caldas lembra que bancos como BTG e Itaú dominam o debate, mas a XP opera esquecida pelo mercado. Com base em projeções de política monetária publicadas pela Reuters, ele vê espaço para um “bull market” assim que a Selic começar a recuar.
“No papel abaixo de 10 vezes, só tem performance boa.” — André Caldas, CIO da Springs Capital
Ciclo de juros e avanço no B2C podem destravar valor
Além do cenário de corte na taxa básica, a XP vem acelerando o modelo direto ao consumidor (B2C), reduzindo a dependência de agentes autônomos. A mudança tende a elevar margens e a recorrência de receitas quando o apetite por risco retornar. Historicamente, na última fase de afrouxamento monetário entre 2017 e 2019, ativos do setor financeiro listados em Nova York subiram mais de 40 %, reforçando o potencial de re-rating agora.
Na frente de private banking, a empresa disputa investidores com patrimônio entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, mesmo nicho que BTG mira. Esse público busca soluções personalizadas e tende a ampliar o “net new money” da plataforma conforme a Selic, ainda em dois dígitos, recue gradualmente nas próximas reuniões do Copom.
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Crédito da imagem: Divulgação / Springs Capital