Revisão de custos com metal pode impulsionar lucro até 2027
WEG – A fabricante catarinense acaba de ganhar fôlego extra: a revisão tarifária anunciada pelo governo dos Estados Unidos reduz a cobrança sobre aço, cobre e alumínio de 50% para cerca de 15% até 2027, movimento que tende a enxugar custos e destravar margens nos próximos anos.
- Em resumo: Corte tarifário incide sobre insumos que respondem por 45% dos custos da WEG.
Metais mais baratos, margem mais gorda
Segundo relatório do BTG Pactual, a nova alíquota vale para equipamentos industriais e de rede elétrica, produtos-chave no portfólio da companhia. A queda abrupta da tarifa de importação representa um cenário “melhor que o esperado”, avaliam os analistas. A medida também abrange concorrentes, mas a WEG já repassou aumentos de preços nos últimos anos, o que pode converter o alívio de custos em expansão de margem. A estimativa foi repercutida pela Reuters, que destacou o potencial efeito em toda a cadeia industrial norte-americana.
Cerca de 45% do custo dos produtos da WEG está atrelado a aço, alumínio e cobre; o novo teto tarifário de 15% até 2027 representa alívio relevante ante a alíquota anterior de 50%, aponta o BTG Pactual.
Impacto em fluxo de caixa e valor de mercado
Com a Selic ainda em patamar elevado no Brasil e o Fed sinalizando juros altos por mais tempo, qualquer centavo poupado em insumos metálicos vira vantagem competitiva. O banco mantém recomendação de compra para WEGE3 e preço-alvo de R$ 65, reforçando o potencial de valorização frente às cotações atuais. Para investidores, o gatilho tarifário soma-se ao ciclo global de transição energética, que demanda motores mais eficientes e soluções em geração renovável — especialidades da WEG.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suno