Liquidez concentrada e caça a qualidade explicam resistência do índice
IFIX – Mesmo com um recuo de 0,19% na última sessão, para 3.903,40 pontos, o principal índice de fundos imobiliários do País continua orbitando a máxima de 52 semanas, de 3.912,96 pontos, sinalizando que o investidor ainda não abriu mão das carteiras defensivas em meio à volatilidade moderada do mercado.
- Em resumo: IFIX cai levemente, mas permanece a apenas 9 pontos de seu topo anual.
Gigantes em evidência: GARE11 e MXRF11 dominam os negócios
Os nomes de maior liquidez, como GARE11, que girou 1,43 milhão de cotas e subiu 0,24%, e MXRF11, com 1,40 milhão de cotas e alta de 0,10%, mostram que o capital continua procurando veículos com gestão reconhecida e portfólios diversificados, mesmo em um pregão de correção. Já o CPTS11 negociou 1,09 milhão de cotas, mas recuou 0,12%, refletindo ajuste pontual de preço observado também em parte dos FIIs de crédito, segundo análise da Valor Econômico.
O teto de 3.912,96 pontos segue como resistência imediata, enquanto a faixa de 3.890–3.900 pontos funciona como suporte tático para traders de curto prazo.
Contexto macro: Selic em queda sustenta apetite por rendimentos isentos
A perspectiva de novos cortes da Selic ao longo do semestre mantém a atratividade das distribuições mensais dos FIIs, que já rendem em média 8% ao ano isentos de IR. Na prática, cada passo de 0,25 p.p. na taxa básica reduz o retorno dos títulos públicos e estimula a rotação para fundos de recebíveis de alto rating. Não à toa, mesmo com XPCI11 cedendo 2,61% e ARRI11 recuando 2,27%, o índice permanece próximo ao pico anual – comportamento que lembra 2020, quando o setor também descolou da curva de juros.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3