Fluxo estrangeiro e dólar mais fraco formam a combinação perfeita para o rali
Ibovespa – Na última segunda-feira (13), o principal índice da B3 cravou 198.000,71 pontos, alta de 0,34%, marcando o décimo pregão positivo seguido e reduzindo a distância até o marco psicológico dos 200 mil.
- Em resumo: série histórica de recordes já soma valorização anual de 22,89%.
Estrangeiro lidera compras enquanto Wall Street dita o ritmo
O dia começou morno, mas virou de direção após a recuperação das bolsas dos EUA; o S&P 500 fechou em +1,02%. Segundo dados compilados pela Reuters, o investidor estrangeiro foi responsável por mais de 60% do giro comprador, compensando a cautela do capital local.
No intraday, o benchmark brasileiro tocou 198.173,39 pontos, quarto recorde consecutivo e patamar previsto por parte do mercado apenas para o fim de 2026.
Por que os 200 mil importam para o bolso do investidor
A disparada vem no rastro de três vetores: preço das commodities em alta — especialmente petróleo e minério, que empurraram Petrobras e Vale —, dólar a R$ 4,9970 (-0,29%) e expectativa de cortes adicionais na Selic ainda em 2024. Em paralelo, sinais de que o Federal Reserve pode pausar a alta de juros reforçam a migração de capital para emergentes, ampliando o prêmio de risco brasileiro.
Historicamente, rompimentos de grandes resistências trazem maior entrada de ETFs globais e fundos quantitativos. Caso o índice cruze 200 mil, analistas projetam fluxo extra de até R$ 15 bilhões, potencialmente comprimindo ainda mais o custo de capital das empresas listadas.
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