Margens resistem, mas desaceleração interna pressiona ações
WEG – A companhia catarinense divulgou recentemente lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no 1T26, porém a retração de 6,1% na receita ligou o sinal de alerta para o ciclo de crescimento, sobretudo no mercado doméstico.
- Em resumo: receita no Brasil despencou 19,5%, enquanto margens operacionais subiram para 22,2%.
Exterior vira escudo contra a queda no Brasil
Com a receita externa avançando 4,5%, segmentos como óleo & gás e infraestrutura elétrica amorteceram o tombo interno. De acordo com dados compilados pela Reuters, o dólar mais forte também ajudou a manter a competitividade dos motores e inversores da fabricante no mercado internacional.
“Continuamos com os principais indicadores de desempenho financeiro, como retorno sobre o capital investido e margens operacionais, em níveis elevados”, destacou a WEG no relatório.
Por que a retração preocupa o investidor brasileiro
O recuo na geração solar centralizada coincidiu com a moderada recuperação industrial do País. O PMI de manufatura ainda flutua próximo de 50 pontos, enquanto a taxa Selic estaciona em 9,75% ao ano, limitando novos projetos de capital intensivo. Assim, a empresa depende mais do mercado externo para sustentar fluxo de caixa — que, apesar disso, somou robustos R$ 1,26 bilhão no trimestre.
O que você acha? A WEG conseguirá repetir o desempenho sem a virada da demanda doméstica? Para mais análises de balanços e macroeconomia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / WEG