Escalada geopolítica pressiona o câmbio e mexe com carteiras de investimento
Genoa Capital — A gestora avalia que a valorização de 0,87% do dólar em março, a primeira alta mensal de 2026, pode ser apenas o início se o confronto entre Estados Unidos, Israel e Irã se prolongar, alimentando a busca global por ativos de segurança.
- Em resumo: dólar retoma trajetória ascendente diante do risco geopolítico e tende a permanecer firme, segundo a Genoa.
Por que a guerra no Oriente Médio reforça o “flight to quality”?
Quando conflitos se intensificam, investidores migram para o dólar e títulos do Tesouro americano, considerados porto seguro. O índice DXY já mostra reação, enquanto o rendimento da T-Note de 10 anos voltou a superar 4,2%, de acordo com dados da Reuters. Esse movimento reduz a liquidez em mercados emergentes e encarece moedas como o real.
“Se o conflito se estender, vemos o dólar se mantendo resiliente ao longo do semestre”, afirmou o gestor da Genoa ao comentar o cenário para 2026.
Impacto para o Brasil: câmbio, inflação e juros
Com o dólar mais caro, importados pesam no IPCA e podem limitar o espaço para novos cortes na Selic, hoje em 9,00% ao ano. Em 2023, episódios semelhantes elevaram a inflação de alimentos em 1,5 ponto percentual. Além disso, empresas com dívida em moeda estrangeira enfrentam aumento de custos financeiros, enquanto exportadoras de commodities tendem a se favorecer.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central