Como alinhar dividendos e valorização patrimonial em meio à volatilidade
Grupo Primo – Em entrevista recente, o especialista Ricardo Figueiredo alertou que, apesar do clima de incerteza global, fundos imobiliários bem selecionados seguem entregando renda e podem ganhar ainda mais tração caso o ciclo de queda da Selic prossiga.
- Em resumo: IFIX sobe 4% no ano e cortes de juros de 18 a 24 meses podem impulsionar FIIs.
Gestão ativa ou paciência estratégica?
Figueiredo reforça que um portfólio sólido deve atravessar cenários adversos quase sem ajustes. Mesmo assim, ele admite trocas pontuais quando ativos ficam caros ou outros aparecem com desconto – movimento facilitado pela liquidez da B3. Segundo levantamento da Reuters, o Banco Central manteve a Selic em 10,75%, mas indicou cortes adicionais, abrindo espaço para reprecificação dos tijolos.
“Se você tem que ficar mudando toda hora porque o cenário está mudando, você não fez um bom plano de voo”, afirmou o analista no programa Liga de FIIs transmitido no YouTube do InfoMoney.
Juros mais baixos e o efeito multiplicador no mercado
Historicamente, cada ponto percentual de recuo na taxa básica tende a comprimir o cap rate dos imóveis e elevar o valor das cotas. Com a inflação sob controle e a atividade ainda moderada, analistas veem margem para que a Selic caminhe para um dígito no fim de 2025, cenário que destravaria novas emissões e aquisições pelos fundos.
Além disso, a base de investidores segue crescendo: a B3 já contabiliza mais de 2,4 milhões de CPFs em FIIs, quase o dobro de três anos atrás. Essa pulverização ajuda a manter a liquidez e reduz o risco de concentração de cotistas, fator citado por gestores como defesa adicional em tempos turbulentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney