Negociação relâmpago no Paquistão pode liberar bilhões iranianos e aliviar oferta global
Estados Unidos – Em comunicado divulgado no fim de semana, a Casa Branca confirmou que enviados de Donald Trump partem para Islamabad ainda nesta segunda-feira em busca de um pacto que reabra o Estreito de Ormuz, rota por onde escoam 20% do petróleo mundial. O ex-presidente, porém, avisou que “derrubará cada usina elétrica” do Irã caso Teerã rejeite o acordo.
- Em resumo: o Brent derreteu 9%, a US$ 90, diante da expectativa de cessar-fogo e volta dos embarques.
Número que assusta: 20% do petróleo global está parado
O recuo iraniano na liberação de Ormuz reacendeu receios de oferta. Estimativas da Bloomberg apontam que cada dia de bloqueio pode retirar até 17 milhões de barris do mercado, elevando custos de transporte, refino e pressionando a inflação em países importadores.
“O Brent dated caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 11 de março, sinalizando alívio temporário, mas o movimento pode se inverter tão rápido quanto começou”, escreveram analistas da Bloomberg Economics.
Por que o investidor deve monitorar Islamabad esta semana
Fontes diplomáticas relatam que a proposta na mesa prevê a liberação de US$ 20 bilhões em ativos iranianos congelados em troca de redução no estoque de urânio enriquecido. Caso o entendimento avance, o prêmio de risco geopolítico sobre o petróleo – que levou o Brent a US$ 128 em 2023 – tende a diminuir, dando fôlego a cortes de juros planejados por bancos centrais.
O impasse, contudo, permanece frágil. Washington ameaça abordar navios ligados ao Irã, enquanto a Guarda Revolucionária alerta que qualquer aproximação “será considerada colaboração com o inimigo”. Uma escalada reacenderia temores de choque de oferta, podendo empurrar o barril novamente acima dos US$ 100 e obrigar analistas a rever projeções de inflação global.
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Crédito da imagem: Divulgação / Space