Rali reforça aposta em cortes de juros e ignora tensão geopolítica
B3 – Na última sessão, o Ibovespa encerrou o pregão em inéditos 195 mil pontos e consolidou valorização de 21% no acumulado do ano, superando o desempenho dos principais índices norte-americanos em meio às incertezas sobre um possível cessar-fogo no Oriente Médio.
- Em resumo: Recorde foi puxado por ações de commodities e pelo fluxo de capital externo que já soma R$ 31 bilhões em 2023.
Blue chips lideram máxima histórica
Petrobras e Vale responderam por quase um terço dos pontos adicionados ao índice, enquanto o setor financeiro confirmou a retomada, de acordo com dados compilados pela agência Reuters. Investidores buscaram proteção em papéis ligados a dólar e minério, antevendo mais volatilidade nos mercados globais.
“Foi a primeira vez que o Ibovespa fechou acima de 195 mil pontos desde a sua criação em 1968, impulsionado principalmente pelo apetite estrangeiro”, mostram estatísticas da bolsa.
Impacto para juros, câmbio e portfólios
O novo patamar reforça a expectativa de que o Banco Central continuará o ciclo de cortes da Selic, atualmente em 12,25% ao ano. Analistas relembram que, na última vez em que o índice avançou mais de 20% em um único ano (2019), a taxa básica recuava da casa dos 6,5% para 4,5%, favorecendo as ações de consumo interno.
No câmbio, o real sustentou a faixa de R$ 4,90, ajudado pela balança comercial recorde. Já para o investidor pessoa física, o rali reacende o debate sobre diversificação: fundos passivos atrelados ao Ibovespa já entregam rendimento superior a grande parte dos CDBs e LCIs de grandes bancos, mesmo após o ganho real oferecido pelo IPCA+.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3