Janela rara pressiona investidores a agir antes da próxima virada
DÓLAR – Negociado a R$ 4,98 às 11h50, a moeda americana toca o menor nível desde maio de 2024, barateando a proteção cambial e mexendo diretamente na estratégia de quem investe lá fora.
- Em resumo: cotação abaixo de R$ 5 reabre oportunidade de alocação de até 5% do portfólio em ativos atrelados ao dólar.
Por que a queda não anula o poder defensivo da divisa
A valorização de 9,80% do real em 2026 se sustenta em entrada recorde de capital estrangeiro e no carry trade, mas a trégua geopolítica entre Estados Unidos e Irã é frágil. De acordo com análise da Bloomberg, choques de petróleo ou nova escalada militar podem reverter repentinamente o fluxo para emergentes.
Manter cerca de 5% da carteira dolarizada “é um seguro relativamente barato quando a moeda recua”, recomendam assessores de patrimônio consultados.
Fluxo estrangeiro, juros e eleições: o tripé que pode virar o jogo
O diferencial de 11 pontos entre a Selic e os Fed Funds segue atraindo recursos, porém o mercado já precifica corte adicional de 0,25 ponto na próxima reunião do Copom. Caso o Federal Reserve adie o afrouxamento monetário, o prêmio brasileiro diminui e o real perde sustentação.
No front doméstico, as eleições brasileiras tendem a amplificar a volatilidade a partir de abril, historicamente mês em que a corrida eleitoral começa a mexer com câmbio, bolsa e DI. Em 2018, por exemplo, o dólar avançou 26% entre abril e setembro, lembrando aos investidores o preço de ficar descoberto em moeda forte.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil