Expansão logística turbina receitas e mira novas entregas até 2026
IBBP11 – O fundo imobiliário reforçou o portfólio ao incorporar 134,4 mil m² vindos do XPIN11, elevou a base de inquilinos para 33 empresas em 10 países e manteve dividend yield anualizado de 11,3%. O movimento ocorre em meio à queda estrutural dos juros no Brasil, cenário que tende a valorizar ativos de renda recorrente.
- Em resumo: cota segue barata (P/VP de 0,89) mesmo após distribuição de R$ 0,074 por cota ordinária em abril.
Desalavancagem e ganhos de capital reforçam caixa
A administração quitou dívidas vinculadas aos imóveis adquiridos e vendeu galpões de Jundiaí por R$ 32,3 milhões ao XPLG11, liberando espaço financeiro para novos projetos. Segundo dados compilados pela InfoMoney, o segmento de logística lidera o volume de negociações entre FIIs em 2024, reflexo da euforia com e-commerce e da reorganização das cadeias de suprimentos pós-pandemia.
A cota patrimonial ordinária do IBBP11 acumula valorização de 46,9% desde a estreia, superando CDI (27,1%) e IFIX (16,4%) no mesmo intervalo.
Ocupação quase plena garante previsibilidade de renda
Com 96% de ocupação física e 100% de adimplência, o fundo ostenta contratos de aluguel com prazo médio de 6,8 anos, blindando o fluxo de caixa contra oscilações de curto prazo. A concentração dos ativos em polos logísticos do interior paulista e Sul de Minas — próximos às rodovias Anhanguera, Fernão Dias e Dom Pedro I — reduz custos de transporte para os locatários e amplia a barreira de entrada para concorrentes.
Próximos passos: novas obras e demanda por dividendos
Além dos 259 mil m² já concluídos, há 17 mil m² em construção com entrega prevista para o 4T26 e 149 mil m² de áreas reservadas para futuros projetos. Esse pipeline coloca o IBBP11 em posição estratégica caso a Selic continue recuando, tendência que costuma comprimir os yields da renda fixa e redirecionar investidores para FIIs.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suno Research