Selic elevada e petróleo agitam o mercado; veja onde os gestores estão mirando
IFIX (B3) – Depois de sete meses de euforia, o índice dos fundos imobiliários fechou março em baixa de 1,06%, sinalizando cautela a quem busca renda passiva em 2024.
- Em resumo: analistas agora privilegiam carteiras de shoppings, galpões logísticos e CRIs indexados à inflação.
Shopping centers e logística lideram as apostas de abril
Levantamento de sete casas — BB Investimentos, BTG Pactual, Empiricus, Genial, Itaú BBA, XP e Terra — mostra o HSI Malls (HSML11) com cinco indicações, seguido pelos galpões Bresco (BRCO11) e BTG Pactual Logística (BTLG11). Mesmo com a pausa no rali, o setor de varejo físico tem avanço real de vendas de 6% ao ano, superando a inflação, segundo dados da XP. Já a vacância média dos principais galpões paulistas está abaixo de 3%, informa a Reuters, o que sustenta aluguéis e dividendos.
“O corte de juros projetado pelo Itaú BBA ainda sugere Selic terminal de 13% ao ano em dezembro, favorecendo FIIs atrelados ao CDI”, destacam Larissa Gatti Nappo e Fausto Menezes.
Recebíveis indexados à inflação ganham tração
Com a projeção de IPCA em 4,5% para 2026, fundos de crédito como KNCR11 e MCCI11 aparecem em três recomendações cada. A Empiricus calcula que esses portfólios estão marcados a mercado com taxa média de IPCA + 10% ao ano, oferecendo prêmio frente à NTN-B de prazo semelhante. Além disso, a desaceleração da atividade pode pressionar algumas empresas, mas a pulverização de devedores e garantias reais eleva o colchão de segurança.
No campo macro, a trajetória dos combustíveis segue no radar: novo choque de petróleo tende a atrasar a curva de afrouxamento monetário, o que historicamente impulsiona o yield dos FIIs de papel. O Ifix ainda acumula alta de 2,52% em 2024 e 16,83% em 12 meses, mostrando que a classe continua atraente mesmo sob volatilidade.
O que você acha? Vale reforçar posição em FIIs de crédito ou é hora de barganhar fundos de tijolo com desconto? Para análises diárias e carteiras recomendadas, acesse nossa editoria de Investimentos.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney