Entenda por que as despesas veterinárias ainda ficam fora da sua restituição
Receita Federal – O órgão confirmou recentemente que, mesmo com propostas em Brasília buscando liberar dedução de gastos com cães e gatos, despesas veterinárias permanecerão fora do Imposto de Renda 2026. A decisão afeta diretamente famílias que veem os custos com consultas, vacinas e exames dispararem nos últimos anos.
- Em resumo: sem mudança legal, nenhuma despesa com pets poderá ser abatida na declaração de 2026.
Pressão política esbarra no conceito de “dependente”
Tramitando na Câmara, o PL 6.307/2025 tenta autorizar desconto anual de até R$ 3 mil — ou R$ 4,5 mil no caso de adoção — para despesas de saúde preventiva de pets. A Receita, porém, lembra que a legislação atual limita dependentes a pessoas físicas, bloqueando qualquer abatimento relacionado a animais.
Levantamento da Serasa aponta que 41% dos tutores gastam até R$ 300 por mês com seus animais, e 69% recorrem a crédito para emergências veterinárias.
Impacto fiscal: o que está em jogo para contribuintes e governo
Caso o projeto avance, a renúncia fiscal poderia subir num momento em que a equipe econômica busca elevar a arrecadação para fechar as contas de 2025. Só o mercado pet movimentou R$ 46,5 bilhões no Brasil em 2023, segundo o Instituto Pet Brasil. Deduzir uma fração desses gastos transferiria parte da conta para o Fisco — alívio para famílias, mas pressão extra sobre o orçamento da União.
O que você acha? A dedução de gastos com pets deve entrar na lista de benefícios fiscais? Para mais análises sobre Imposto de Renda e finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews