Influenciadores intensificam debate e engajamento bate recorde
Anbima — Menções a fundos de investimento explodiram de 28 mil em 2020 para 76,5 mil no fim de 2025, um avanço de 170% que evidencia como a batalha pela atenção do investidor migrou definitivamente para as redes sociais.
- Em resumo: Youtube responde por 53,5% das citações e engajamento supera a média do mercado financeiro.
YouTube lidera; Instagram acelera no rastro da Selic em queda
No segundo semestre de 2025, os criadores de conteúdo individuais concentraram 61% das menções e impressionantes 81,5% das interações, sinalizando que vozes pessoais têm maior poder de conversão do que as marcas tradicionais. Dados do monitoramento da Reuters reforçam a tendência: vídeos de finanças geram tempo de exibição 2,3 vezes maior do que posts estáticos.
A Anbima identificou 904 influenciadores ativos no período, 22% acima dos 741 mapeados em dezembro de 2024.
Por que o boom pode mudar a captação dos fundos
Com a taxa Selic em trajetória declinante desde 2023 e a busca por alternativas à renda fixa tradicional, gestores enxergam nas redes um canal barato para ampliar a base de cotistas. Historicamente, aplicações em fundos crescem mais rápido quando a rentabilidade real dos títulos públicos recua, como ocorreu em 2017 e 2019. Agora, o cenário se repete: o patrimônio líquido da indústria já soma R$ 8,2 trilhões, e parte desse avanço vem da popularização dos FIIs, que renderam dividendos médios de 10,9% ao ano em 2025, segundo dados da B3.
Especialistas lembram que a Associação lançou, em julho de 2024, a campanha “No fundo você pode”, fator que coincidiu com um salto de 50% nas interações só naquele ano. A métrica reforça a correlação direta entre marketing digital e fluxo de recursos, compondo um ciclo virtuoso para gestores dispostos a traduzir jargões técnicos em linguagem acessível.
O que você acha? A educação financeira via redes veio para ficar ou é uma moda passageira? Para acompanhar análises completas sobre fundos e estratégias, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anbima