Estreito de Ormuz segue como ponto crítico para o fluxo de 20% do petróleo mundial
OPEP+ – Em comunicado divulgado no domingo (5), o cartel avisou que os ataques a infraestruturas no Oriente Médio terão efeito prolongado sobre a oferta global de petróleo, mesmo que o conflito envolvendo o Irã seja encerrado.
- Em resumo: danos em ativos energéticos e bloqueio no Golfo estrangulam 10% da oferta, enquanto o Brent flerta com US$120.
Alta simbólica na produção não compensa risco geopolítico
O comitê ministerial aprovou aumento de apenas 206 mil barris diários para maio. Segundo a Reuters, o volume é irrelevante diante do corte de 10 milhões de barris por dia imposto a produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait desde março.
“Restaurar ativos energéticos danificados à plena capacidade é algo custoso e demorado”, alertou o comitê da OPEP+ no documento oficial.
Impacto no bolso, na inflação e nos bancos centrais
Com o Brent encerrando a última sexta-feira perto de US$109 e ameaçando romper novamente US$120, investidores já precificam pressões sobre índices de preços. Historicamente, cada avanço de 10% no barril acrescenta até 0,4 ponto percentual à inflação global, forçando bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo.
Além do Oriente Médio, a oferta russa segue vulnerável: ataques ucranianos danificaram os terminais de Primorsk e Ust-Luga, restringindo exportações no Báltico. A combinação de gargalos em Ormuz, que escoa um quinto do petróleo do planeta, e sanções à Rússia reduz a margem de segurança do mercado justamente quando a demanda sazonal por combustíveis aumenta no hemisfério Norte.
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Crédito da imagem: Divulgação / OPEP+