Energia cara pressiona margens e vira o jogo para as bolsas do Velho Continente
BlackRock – A maior gestora de ativos do planeta revelou recentemente que está menos confiante no desempenho das ações europeias, citando o salto dos preços do petróleo e o efeito dominó da guerra no Oriente Médio sobre energia e inflação.
- Em resumo: o choque no mercado de petróleo minou o fôlego que a bolsa europeia ganhara como alternativa às big techs americanas.
Por que o petróleo muda o humor dos gestores?
O barril tipo Brent voltou a se aproximar de US$ 90, reacendendo temores de inflação persistente e de retração no consumo industrial na zona do euro. De acordo com uma análise da Reuters, cada avanço de US$ 10 no petróleo pode adicionar até 0,4 ponto percentual ao índice de preços ao consumidor europeu.
“A recente disparada do petróleo reduz a atratividade relativa da Europa, cujo PIB é mais sensível ao custo de energia”, destacou a equipe de alocação global da BlackRock em relatório a clientes.
Impacto na estratégia dos investidores e no BCE
Além da pressão sobre lucros corporativos, o encarecimento da energia dificulta a tarefa do Banco Central Europeu, que já elevou juros ao patamar recorde de 4%. Caso a inflação volte a acelerar, novos apertos monetários podem ocorrer, prolongando o ciclo de crescimento fraco que se arrasta desde a crise da covid-19.
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Crédito da imagem: Divulgação / BlackRock