Medicamentos emagrecedores e futebol criam tempestade perfeita para lucro
JBS – A gigante brasileira da proteína animal vislumbra 2026 como um ano de caixa cheio, ancorada no boom de medicamentos à base de GLP-1, como o Ozempic, e no patrocínio da Copa do Mundo que terá transmissão pela Record às 21h30 (Brasília UTC-3).
- Em resumo: Mais consumidores buscam proteína pós-Ozempic e a visibilidade do Mundial promete acelerar vendas de Friboi e Seara.
Proteína vira ativo premium com a “dieta Ozempic”
Nos Estados Unidos, mais de 15 milhões de pessoas já usam canetas de GLP-1 e esse número deve dobrar até 2028, segundo estimativas compiladas pela Reuters. A nova diretriz nutricional local recomenda até 2 g de proteína por quilo, impulsionando cortes bovinos, frango e suínos – segmentos em que a JBS lidera globalmente.
“A demanda por proteína está muito forte. Mesmo com o aumento de preço, as pessoas continuam comprando”, disse o CFO Guilherme Cavalcanti.
Ainda que a carne moída tenha saltado de US$ 4 para US$ 6,75 a libra desde 2019, a JBS entregou receita recorde. Para blindar margens, a companhia aproveita o rebanho recorde na Austrália e a produtividade ainda subexplorada no Brasil, compensando a escassez de gado nos EUA.
Copa 2026: vitrine global e efeito no fluxo de caixa
De 11 de junho a 19 de julho, os jogos acontecerão à noite nos EUA, México e Canadá – horário ideal para churrascos domésticos. Friboi e Seara estamparão placas de campo e ativações no SBT e na Record, ampliando o share num Brasil de desemprego mínimo e renda em alta.
Paralelamente, desde sua estreia na NYSE em 2025, a JBS elevou o múltiplo EV/Ebitda de 5× para 6,3×, mas ainda negocia com desconto frente a Tyson (8,2×). O ingresso no índice Russell 2000 pode atrair 14 milhões de ações em fluxo passivo e, no longo prazo, o S&P 500 adicionaria estimados US$ 3 bi em demanda institucional.
No front corporativo, a companhia fechou 2025 com US$ 4,8 bi em caixa e 90% da dívida prefixada, anunciou dividendo de US$ 1,0 por ação para junho e projeta yield médio de 7,7% entre 2026-2030.
O que você acha? A combinação Ozempic + Copa consolidará a JBS como favorita do investidor ou o ciclo apertado do gado americano falará mais alto? Para mais análises, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / JBS