Despesa excepcional pressiona ganhos, mas fundo mantém R$ 1,09 por cota
RBRY11 – O fundo de recebíveis imobiliários divulgou resultado de R$ 7,595 milhões em fevereiro, queda expressiva ante os R$ 19,474 milhões de janeiro, refletindo um custo pontual ligado a taxa de performance de gestora anterior.
- Em resumo: lucro encolheu 61%, mas pagamento de R$ 1,09 por cota continua graças à reserva acumulada.
Evento não recorrente derruba o mês
A linha de despesa incluiu R$ 0,52 por cota referentes à taxa de performance do 2º semestre de 2025, custo classificado como não recorrente. Somada a custos operacionais de R$ 8,064 milhões, a mordida reduziu drasticamente o resultado distribuível. Segundo a gestão, a operação regular do portfólio segue intacta, apoiada por receita de R$ 19,941 milhões no período, conforme noticiado também pela Valor Econômico.
Com exposição equivalente a 106,4% do patrimônio líquido, 99,1% em CRIs, o portfólio oferece rentabilidade média de 16,2% ao ano (CDI + 2,8 p.p.), mas a administração indica corte gradual dessa alavancagem.
Menos dívida em meio a Selic elevada
Com a taxa Selic estacionada em 13,75% desde agosto passado, o carry de títulos atrelados ao CDI segue robusto, porém o custo do dinheiro pesa para quem opera alavancado. Ao anunciar um plano de desalavancagem, o RBRY11 busca blindar o fluxo de caixa e garantir previsibilidade de dividendos numa fase em que investidores priorizam segurança e yield real.
Hoje, 88% dos 56 CRIs do portfólio acompanham o CDI (spread médio de 4,1 p.p.), 12% estão indexados ao IPCA e apenas 0,1% ao IGP-M. A dominância do segmento residencial (89%) e a concentração paulista (70%) indicam perfil de risco moderado, mas a gestão vem reciclando posições: reforçou nomes como CRI MOS Jardins e reduziu R$ 18,6 milhões em Baroneza e Jardim Europa, zerando o CRI Union para baixar endividamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / RBR Asset Management