Escassez histórica ameaça custos de carros, latas e construção
JPMorgan — O banco projeta o maior déficit de oferta de alumínio em mais de duas décadas, cenário capaz de empurrar a cotação do metal para a faixa de US$ 4.000 por tonelada, patamar que impacta toda a cadeia industrial global.
- Em resumo: oferta enxuta e corrida de montadoras asiáticas ao alumínio russo alimentam disparada nos preços.
Por que o alumínio encareceu tão rápido?
De acordo com a Reuters, o aumento dos custos de energia — item que representa até 40% do processo de fundição — já vinha apertando margens desde 2022. A nova projeção do JPMorgan adiciona pressão: déficit superior a um milhão de toneladas ainda em 2024.
“O mercado caminha para o maior desequilíbrio de oferta desde o início dos anos 2000; preço alvo de US$ 4.000 é plausível”, estimou o banco em relatório enviado a clientes.
Consequências diretas para a indústria e para o investidor
Montadoras asiáticas buscam alumínio russo como rota alternativa, indicando que a disputa geopolítica se tornou variável-chave no cálculo de custos. O movimento lembra 2021, quando o metal bateu US$ 3.800 em Londres diante da crise energética europeia. Caso o pico de US$ 4.000 se confirme, empresas de bebidas, aviação e construção verão pressão adicional em margens, potencialmente repassando parte do encarecimento ao consumidor final.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame