Fluxo estrangeiro favorece o real, mas cautela trava ações brasileiras
B3 – A Bolsa brasileira fechou praticamente no zero a zero na última sessão, enquanto o dólar recuou ao nível mais baixo desde fevereiro, ampliando a distância psicológica dos R$ 5 e aliviando custos de importação e viagens.
- Em resumo: real ganha força com entrada de capital externo; Ibovespa não reage à melhora cambial e segue pressionado por incertezas internas.
Dólar em queda: drivers globais e locais
A moeda norte-americana voltou a ceder diante do avanço dos preços das commodities e da expectativa de que o Banco Central mantenha a Selic em patamar elevado por mais tempo, atraindo carry trade. De acordo com dados compilados pela Reuters, a valorização do real foi uma das mais intensas entre países emergentes no dia.
“Faltaram gatilhos novos para a Bolsa, mas o câmbio continuou recebendo fluxo, levando o dólar ao menor nível desde fevereiro”, afirmaram operadores a diversos veículos de mercado.
Por que o Ibovespa não acompanha o otimismo cambial?
Mesmo com o câmbio mais favorável, o principal índice da B3 lutou para sustentar ganhos. Investidores monitoram o impasse em torno do novo arcabouço fiscal e aguardam a divulgação do IPCA de junho, que pode reforçar apostas sobre o ciclo de cortes de juros a partir de agosto. Além disso, o desempenho morno das ações de grandes bancos e de petróleo limitou um avanço mais amplo.
No exterior, sinais mistos sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos mantêm o humor cauteloso. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçou que mais elevações não estão descartadas, o que reduz o apetite por risco globalmente e pesa sobre mercados acionários, inclusive o brasileiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3