Receita recorrente e portfólio de luxo colocam a ação no radar
JHSF – A companhia que controla a marca Fasano ganhou novo fôlego no mercado depois de divulgar resultados que reforçaram sua geração de caixa e reduziram o endividamento, movimento que levou a XP a dobrar o preço-alvo das ações, apontando espaço expressivo de valorização.
- Em resumo: analistas destacam expansão do portfólio premium e melhora na alavancagem como motores de alta.
Por que a XP enxergou potencial de duas vezes no papel?
Em relatório distribuído a clientes – e também repercutido pela Reuters –, a XP ressaltou que a maior participação de receitas recorrentes, vinda de aluguel de shopping centers e da operação hoteleira, reduz a volatilidade do fluxo de caixa da JHSF.
A corretora afirma que “o mix de receitas resilientes combinado à desalavancagem cria um perfil de risco mais equilibrado, justificando o novo target price” e vê “alto potencial de re-rating” para a ação.
Contexto macro fortalece a tese de luxo
A manutenção da Selic em patamar ainda elevado pressiona empresas intensivas em dívida, mas a JHSF diminuiu sua alavancagem líquida, tornando-se menos sensível ao custo de capital. Além disso, o segmento de alta renda – clientela do Fasano e dos empreendimentos imobiliários da companhia – costuma atravessar ciclos de consumo com menor oscilação, beneficiando as margens.
No front regulatório, programas de concessão de vistos para investidores estrangeiros no Brasil seguem acelerando a demanda por propriedades premium, fator que pode reforçar as vendas do complexo Cidade Jardim e do projeto Boa Vista Village.
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Crédito da imagem: Divulgação / JHSF