Prévia fraca do PIB e ameaça no Oriente Médio pressionam o humor dos investidores
Ibovespa – O principal índice da B3 iniciou a semana em terreno negativo, refletindo a retração de 0,7% do IBC-Br em março e a volatilidade do petróleo após novas ameaças do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã.
- Em resumo: Queda do índice à vista, dólar recuando e Petrobras entre as maiores baixas do pregão.
Petrobras lidera perdas enquanto dólar perde força
As ações preferenciais da Petrobras recuavam mais de 1%, respondendo ao giro negativo do barril de Brent, que oscilou fortemente depois de Trump voltar a mencionar possíveis sanções ao Irã. Segundo dados compilados pela Reuters, qualquer interrupção no fornecimento persa tende a recalibrar os preços internacionais do petróleo, o que aumenta a percepção de risco na estatal.
O IBC-Br, considerado termômetro mensal da atividade, contraiu 0,7% em março frente a fevereiro, após ajuste sazonal, sinalizando desaquecimento na virada do trimestre.
IBC-Br frustra expectativas e reacende debate sobre Selic
O indicador divulgado pelo Banco Central reforça a leitura de crescimento mais lento no início do ano. Em 12 meses, o avanço é de apenas 2,45%, ritmo bem inferior aos 4,5% registrados no mesmo período de 2023. Economistas apontam que a fraqueza da demanda interna pode abrir espaço para cortes graduais na Selic a partir do terceiro trimestre, mas alertam que o quadro externo — especialmente a trajetória do petróleo — pode limitar a queda dos juros.
A cautela também encontra respaldo no histórico: em 2020, quando o IBC-Br acumulou retração de 4,1%, o Ibovespa perdeu quase 20% no ano. Embora o cenário atual seja menos extremo, a combinação de atividade morna e incerteza geopolítica deixa investidores seletivos na alocação de risco.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3