Avanço de marcas locais acelera fuga do consumidor chinês
Nike – A gigante americana, que há uma década colecionava trimestres de crescimento duplo na China, viu a receita local ficar 28% abaixo do patamar de cinco anos atrás e já admite cortes de 1.400 vagas para conter a perda de tração.
- Em resumo: vendas podem encolher mais 20% até 31 de maio, empurrando o papel ao menor nível desde 2013.
Marcas chinesas ocupam o vácuo deixado pela Nike
Grifes como Anta e Li-Ning ganharam mercado oferecendo tênis com espuma nitrogenada e preços até 30% menores. Testes colocaram o Li-Ning Elite no mesmo patamar do Vaporfly da Nike, segundo levantamento da Reuters, enquanto atletas da NBA, como Kyrie Irving, já migraram para contratos locais.
Executivos da Nike estimam queda de cerca de 20% na receita da Grande China no trimestre fiscal que se encerra em 31 de maio.
Impacto para investidores e contexto macroeconômico
A desaceleração do consumo chinês, combinada ao sentimento guochao (preferência por marcas nacionais), amplia o risco de margem da Nike. O país, que respondeu por 15% do lucro global em 2019, sofre com menor demanda e tensões EUA-China, enquanto concorrentes locais crescem impulsionados por incentivos a P&D e logística doméstica mais ágil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nike