Risco de crédito dispara e ameaça novas captações corporativas
Braskem — Em levantamento recente (transmissão: Record), títulos de dez companhias passaram a ser negociados com abatimentos de até 87%, sinalizando probabilidade crescente de reestruturação e maior custo de capital para todo o mercado.
- Em resumo: Debêntures de Aeris, Ambipar, Casas Bahia e outras já caem mais de 50%.
Debêntures em queda livre: por que chegou a esse ponto?
As recuperações extrajudiciais de Raízen e GPA funcionaram como gatilho. Com o CDI perto de 15% ao ano, empresas que alavancaram balanços durante a taxa de 2% agora enfrentam serviço da dívida muito mais pesado. Dados da Reuters mostram que o prêmio médio exigido pelos investidores para papéis de risco saltou 180 pontos-base em apenas quatro semanas.
Braskem sofre desconto de 57,25% e já concentra R$ 3,4 bilhões em debêntures e CRAs no mercado local — parte nas mãos de investidores pessoa física.
Impacto sistêmico: onde o efeito dominó pode bater
A erosão de preços atinge principalmente setores expostos a ciclos voláteis: petroquímico, varejo e saúde. Em paralelo, o Banco Central projeta Selic real ainda elevada até 2026, o que tende a prolongar a tensão. Historicamente, spreads dessa magnitude precedem renegociação de dívidas ou vendas de ativos forçadas, elevando risco de liquidez para fundos de crédito privado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Braskem