Investidor migra para opções mais conservadoras em meio a ruídos corporativos
Fundos de crédito privado – Entre 20 de março e 6 de abril, esses veículos perderam R$ 12,3 bilhões em resgates líquidos, movimento que acende o alerta sobre a percepção de risco no mercado brasileiro.
- Em resumo: A saída equivale a 0,6% do patrimônio de R$ 1,9 trilhão do setor, mas evidencia fuga para ativos considerados mais seguros.
Recuperações extrajudiciais detonam efeito cascata
O estopim veio após os pedidos de proteção judicial de Raízen e Grupo Pão de Açúcar, além das preocupações com Braskem e CSN. Esses eventos, somados à tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã, elevaram a aversão a risco global, segundo análise divulgada pela Reuters.
“Hoje, o risco de algum fundo fechar por causa de resgates é zero”, afirma Eduardo Alhadeff, CIO de Crédito da Ibiúna Investimentos.
Dinheiro busca abrigo em CDBs e títulos do Tesouro
Com a Selic estacionada em 10,75% ao ano e spreads comprimidos, gestores relatam migração para CDBs, LCIs/LCAs e papéis públicos, ativos com liquidez diária e menor volatilidade. A mudança reforça a preferência por renda fixa “premium” em cenário de incerteza macro, marcado por inflação resistente e dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Banco Central.
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