Por que as carteiras ficaram mais “defensivas” justamente agora?
Axia (AXIA3) – Recém-saída de um avanço de 91,44% em 12 meses, a companhia de energia assumiu o topo das recomendações compiladas para maio, reflexo direto da busca dos gestores por papéis resilientes em meio às incertezas geopolíticas que travam o humor global.
- Em resumo: nove das principais casas apontam AXIA3 como aposta nº 1 para atravessar o cenário de juros e guerra.
Dividendos gordos atraem: Itaú e Petrobras voltam ao radar
Itaú (ITUB4) reaparece com sete indicações graças ao payout diferenciado e à eficiência de crédito, enquanto a Petrobras (PETR4) retorna após um mês fora da lista: com o petróleo sustentado acima de US$ 80, analistas da Ágora projetam dividend yield de cerca de 7% para 2024.
“Os preços mais altos do barril devem garantir caixa robusto e manter o fluxo de proventos”, destaca relatório da corretora.
Commodities e bancos: o colchão contra choques externos
Além da Axia, Vale (VALE3) surge com oito menções, amparada no crescimento da produção de minério no 1º tri. A leitura converge com o ciclo de cortes na Selic: mesmo que o Banco Central tenha sinalizado moderação, o Brasil segue entre os poucos emergentes com espaço para afrouxar juros em 2024, um ponto positivo para exportadoras e bancos de grande porte.
No pano de fundo, o temor de escalada entre EUA e Irã manteve o fluxo de capital em ativos de baixo beta. Segundo dados históricos da B3, períodos de tensão geopolítica costumam impulsionar papéis ligados a commodities e instituições financeiras, que funcionam como “porto seguro” doméstico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters