Risco de novo choque de oferta faz mercado contar as horas
Estados Unidos – Com a contagem regressiva de 48 h imposta por Washington ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, investidores reajustam posições em petróleo e ativos de risco, temendo um salto nos custos de energia e nova pressão inflacionária.
- Em resumo: Trump ameaça “inferno” se o Irã não liberar a rota que carrega 20% do petróleo global.
Estreito de Ormuz vira peça-chave do acordo
O plano de paz em duas etapas — trégua imediata e pacto definitivo em até 20 dias — foi costurado com ajuda do Paquistão e entregue às partes. Mas Teerã rejeitou abrir Ormuz de imediato, condição exigida pelos EUA para qualquer cessar-fogo. Segundo a Reuters, emissários de ambos os lados passaram a noite negociando detalhes críticos.
Cerca de 21 embarcações cruzaram Ormuz no fim de semana, bem aquém dos 135 navios diários antes da crise.
Volatilidade em Wall Street e no barril afeta o investidor
Os futuros do S&P 500 subiram 0,3%, mas sem convicção. O Brent recuou a US$ 108,45 em sessão volátil, sinal de que um cessar-fogo pode aliviar o prêmio de risco, mas não eliminar o temor de rupturas repentinas. Já o rendimento do Treasury de 10 anos ficou em 4,34%, reforçando a busca por proteção.
Analistas lembram que, na última crise do Golfo, em 2019, o fechamento parcial de Ormuz empurrou o Brent 14% em dois dias. Repetição do cenário pressionaria custos de frete, fertilizantes e, por tabela, a inflação global — justamente quando bancos centrais discutem cortar juros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters