Queda no lucro esconde pressão extra no seu bolso com petróleo mais caro
Petrobras – A estatal fechou o 1º tri de 2026 com lucro de R$ 32,7 bilhões, 7,3% menor em 12 meses, mas manteve a torneira de proventos aberta: R$ 9,03 bilhões chegarão aos acionistas mesmo antes de o impacto total da guerra Irã-EUA aparecer no balanço.
- Em resumo: produção bateu recorde, lucro encolheu e o dividendo permanece em R$ 0,70 por ação.
Produção recorde sustenta o caixa, mas custos sobem
A extração de óleo e gás avançou 3,7% frente ao 4T25, alimentada pelo pré-sal e pela entrada da plataforma P-79 em Búzios. Segundo a Reuters, o custo de produção permanece entre os mais baixos do mundo, US$ 4,67 por barril, ainda assim 10,6% acima do trimestre anterior por causa de câmbio e equipamentos em fase inicial.
A geração de caixa operacional caiu 10,9%, para R$ 44 bilhões, puxada por aumento de estoques de 81 mil barris por dia ainda não vendidos.
Dividendo generoso em meio a guerra eleva atratividade das ações
O Conselho aprovou pagamento em duas parcelas, 20/08 e 21/09, com base na política que distribui 45% do caixa livre quando a dívida está controlada. A estratégia tenta blindar o investidor da volatilidade recente: o barril testou US$ 120 após o início do conflito, mas só deve afetar plenamente a receita no 2º tri. Analistas lembram que cada US$ 10 a mais no Brent costuma elevar a arrecadação federal com royalties em cerca de R$ 4 bilhões, influenciando contas públicas e preço na bomba.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras