Investida dos controladores tenta reacender a confiança do mercado
Hapvida (HAPV3) – A companhia de planos de saúde informou que a família Pinheiro agora concentra 55,4% do capital social, ou 58,6% se excluídas as ações em tesouraria, recorrendo a compras diretas, derivativos e empréstimo de papéis.
- Em resumo: Controladores aumentam posição no pior momento da empresa, cujas ações já afundaram mais de 95% desde o pico de 2021.
Controladores reforçam posição para conter desconfiança
A escalada ocorreu em poucas semanas: no fim de março a fatia estava perto de 40%, saltou para 50% no início de abril e alcançou o patamar atual após novos lotes adquiridos. De acordo com dados compilados pela Reuters, movimentos desse tipo costumam sinalizar confiança interna, mas também podem indicar tentativa de blindagem contra pressões externas.
Após a megafusão com a NotreDame Intermédica, o lucro líquido ajustado desabou 64,9% no 4º tri de 2025, para R$ 180,6 milhões, corroendo margens e a paciência dos investidores.
Queda histórica das ações pressiona reestruturação
A derrocada de 95% no valor de mercado desde 2021 coincide com um período de inflação médica bem acima do IPCA e custo de capital mais elevado, reflexo da taxa Selic em dois dígitos. Nesse cenário, a Hapvida enfrenta críticas abertas da gestora Squadra, que cobra melhorias de governança e a venda de ativos no Sul e Sudeste herdados da Intermédica.
Analistas lembram que movimentos semelhantes ocorreram em outras empresas de saúde privada após choques de custos hospitalares e mudança regulatória, mas alertam que a recuperação passará por corte de despesas e renegociação com rede credenciada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida