Mudança no comando financeiro pode redefinir o caixa de ambas as fabricantes aéreas
Embraer – A fabricante brasileira confirmou recentemente a renúncia de Antonio Carlos Garcia ao cargo de diretor financeiro. O executivo, com passagem marcada por cortes de custos e pelo refinanciamento de dívidas durante a pandemia, assumirá a diretoria financeira da Azul, substituindo Alex Malfitani.
- Em resumo: Embraer perde seu CFO durante fase de retomada de encomendas, enquanto Azul reforça time para avançar no plano de desalavancagem.
Por que a troca interessa aos acionistas?
Garcia deixa a Embraer em meio a projeção de receita entre US$ 5,7 bilhões e US$ 6,2 bilhões para 2023, segundo dados compilados pela Reuters. A companhia, que acumula backlog superior a 1.700 aeronaves, volta a crescer após o cancelamento da joint venture com a Boeing.
No 2º trimestre, a Embraer reportou margem EBITDA ajustada de 10,3%, impulsionada pela aviação executiva – índice agora sob escrutínio com a saída do responsável pelo controle de despesas.
Como a Azul se reposiciona no cenário de juros altos?
A Azul carrega uma das maiores dívidas do setor, equivalente a 6,5 vezes seu EBITDA de 2022, num ambiente de Selic acima de 13% ao ano. A chegada de Garcia ocorre logo após a companhia renegociar leases e alongar vencimentos, movimento vital para reduzir despesas financeiras em 2024. Analistas apontam que novas emissões ou conversões de dívida podem vir à mesa se o câmbio continuar pressionado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Embraer