Petróleo mais caro só deve bater no caixa da estatal no 2º trimestre
Petrobras – A petroleira reportou lucro líquido 7% menor no primeiro trimestre de 2026, mesmo com a cotação do Brent em patamar mais elevado. A receita manteve-se praticamente estável, mas analistas temem que o efeito cheio do barril mais caro apareça no balanço de abril a junho.
- Em resumo: lucro recua, receita anda de lado e 81 mil barris/dia ainda estavam “no mar” ao fim de março.
Margem pressionada e efeito defasado do Brent
Embora o barril tenha ultrapassado US$ 90 nos últimos meses, a estatal ainda não capturou esse spread por causa do cronograma logístico de 81 mil barris/dia em trânsito. Segundo estimativa da Reuters, a elasticidade entre extração e venda costuma levar de quatro a seis semanas.
O lucro líquido totalizou R$ XX bilhões, queda de 7% ante o 1T25, enquanto a receita ficou em R$ XX bilhões, variação marginal de +0,3%.
Por que o próximo balanço preocupa analistas
O segundo trimestre tende a concentrar receitas com mix de preços mais altos e custos de extração que já vinham crescendo. No cenário externo, a Opep+ mantém cortes de produção, sustentando o Brent acima de US$ 85. Internamente, a política de dividendos continua sob escrutínio do governo, lembrando que em 2023 a Petrobras distribuiu mais de R$ 215 bilhões aos acionistas, recorde histórico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras