Sinais de inflação nos EUA e discurso de Trump aumentam a cautela local
Federal Reserve (Fed) – A semana começa sob expectativa elevada de que a leitura do PCE de fevereiro, indicador de preços preferido do banco central norte-americano, dite o ritmo dos negócios globais, enquanto o mercado brasileiro digere o novo Boletim Focus e o aguardado pronunciamento de Donald Trump.
- Em resumo: Inflação nos EUA, projeções do Focus e fala de Trump podem definir o humor de dólar, juros e bolsa.
PCE: termômetro do Fed que pode reprecificar apostas de juros
O consenso de analistas projeta avanço mensal de 0,3% para o PCE. Caso o número venha acima, cresce o risco de o Fed adiar o início do corte de juros, pressionando ativos emergentes. Segundo a Reuters, parte do mercado já precifica menos de três reduções na taxa básica americana em 2024.
“Qualquer surpresa positiva no PCE pode elevar as Treasuries de 10 anos acima de 4,30%, limite que costuma drenar liquidez de países como o Brasil”, alerta um estrategista ouvido pela agência.
Boletim Focus mantém Selic em 9,00% e ajusta projeções de IPCA
No Brasil, o Focus divulgado nesta segunda-feira preservou a mediana de Selic em 9,00% para dezembro, mas revisou ligeiramente o IPCA de 3,76% para 3,79%. O relatório vira referência imediata para o Copom, que se reúne em maio, e para as tesourarias, que calibram posições em contratos de DI e NTN-B.
O discurso de Trump, por sua vez, ocorre em meio à corrida presidencial norte-americana e pode influenciar commodities, sobretudo petróleo, dado seu histórico de comentários sobre a OPEP e tarifas. Investidores lembram que, em ciclos anteriores, falas protecionistas mexeram diretamente nas exportadoras brasileiras de aço e celulose.
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Crédito da imagem: Divulgação / Federal Reserve