Cabos submarinos e cidades-hub viram o novo “mapa da mina” digital
Ascenty – A maior operadora de data centers da América Latina acaba de reforçar que a geografia é o trunfo que mantém o Brasil na dianteira: proximidade com megacidades e acesso direto a cabos submarinos criaram um ecossistema que concentra 206 dos 420 data centers sul-americanos, ou 49% do total.
- Em resumo: São Paulo, Rio e Ceará formam o triângulo que sustenta bilhões em novos projetos e reduz custos de transmissão.
Cabos submarinos viram “estrada expressa” de dados globais
Cerca de 95% do tráfego internacional de internet circula pelos cabos ópticos que emergem em praias como Fortaleza e Praia Grande. Quem constrói data centers a poucos quilômetros desses pontos corta latência e, portanto, economiza em energia e backbone de rede.
Fortaleza já recebe mais de 16 sistemas de cabos e deve hospedar um investimento de R$ 200 bilhões da ByteDance, projetando o maior campus de IA da América Latina.
Do Pix à IA, cada milissegundo vale bilhões
A popularização do Pix (79,8 bilhões de transações em 2025, 99% concluídas em até 4,6 segundos) prova que respostas ultrarrápidas não são luxo, mas exigência regulatória do Banco Central. Somam-se a isso chatbots de IA, streaming 4K e games em nuvem, todos dependentes de centros de dados próximos ao usuário final.
Na macroeconomia, a corrida reforça a balança de serviços: dados da B3 indicam que o setor já responde por cerca de 0,5% do PIB, com potencial de dobrar até 2028 se o Plano de Transformação Digital federal destravar incentivos fiscais para infraestrutura crítica.
O que você acha? O Brasil conseguirá manter a liderança mesmo com megaprojetos anunciados na Argentina e no Paraguai? Para mais análises de mercado e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews