Taxas recordes ligam sinal de alerta e oportunidade no pós-Copom
XP – A corretora exibiu recentemente CDBs que pagam até 14,710% ao ano e papéis atrelados à inflação oferecendo IPCA + 8,500%, números pouco comuns desde o pico da Selic em 2016. O movimento ocorre enquanto o mercado precifica a trajetória dos juros diante de pressões de preços no atacado e incertezas geopolíticas.
- Em resumo: O investidor encontra na plataforma prefixados de dois dígitos e pós-fixados a 109,5% do CDI, mas o risco macroeconômico segue elevado.
CDB de 14,71% lidera corrida por rentabilidade
No topo da lista está um CDB com vencimento em 12 meses que remunera 14,710% anuais, superando com folga a média dos bancões. Segundo levantamento da Reuters, papéis similares no varejo giram perto de 13%. Nas linhas indexadas ao IPCA, o prêmio chega a 8,500%, reforçando o apetite por proteção real em um momento de projeções inflacionárias em alta.
O DI para janeiro de 2028 encerrou a última sessão a 13,745%, refletindo a cautela com o cenário de preços e a volatilidade externa.
Inflação teima em subir e pode encurtar a festa dos juros altos
O Boletim Focus elevou a estimativa de IPCA para 2026 pela 4ª semana seguida. Caso o choque do petróleo persista, analistas não descartam a Selic estacionar acima de 10% por mais tempo, o que sustentaria as taxas atrativas dos títulos bancários. Por outro lado, um alívio nas tensões do Oriente Médio ou um corte mais agressivo do Copom poderia reduzir rapidamente esses retornos.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney