Investidores monitoram dados que podem reprecificar juros e dólar
Banco Central (BC) do Brasil — A combinação entre a leitura da confiança do consumidor nos Estados Unidos e a divulgação do relatório de fluxo cambial pelo BC promete calibrar, já nesta terça-feira (26), as apostas sobre atividade econômica e risco-país.
- Em resumo: Indicadores dos EUA e sinalizações do BC guiam dólar, curva de juros e Ibovespa.
Confiança americana dita o tom global
O mercado acorda atento ao índice de confiança medido pelo Conference Board, termômetro da disposição de 330 milhões de consumidores que movimentam mais de 70% do PIB norte-americano. De acordo com projeção de analistas consultados pela Reuters, o indicador deve oscilar pouco, mas qualquer surpresa reforçará ou desmontará a tese de “pouso suave” defendida pelo Federal Reserve.
“Se a confiança ceder, a curva de Treasuries tende a precificar cortes antecipados; caso contrário, o dólar ganha fôlego frente a emergentes”, resume um estrategista ouvido pelo relatório matinal de um grande banco.
Fluxo cambial e ata do Copom: o fator Brasil
Na frente doméstica, os investidores terão acesso ao fluxo cambial da última semana, dado que ajuda a medir a disposição de estrangeiros em alocar recursos no país. Além disso, a ata do Comitê de Política Monetária detalha os argumentos que levaram ao recente corte de 0,50 p.p. na Selic, funcionando como lupa sobre a trajetória futura de juros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil