Demanda por canetas de emagrecimento vira escudo contra volatilidade da B3
BTG Pactual – Em relatório divulgado recentemente, o banco aponta que a febre por Ozempic (Novo Nordisk) e Mounjaro (Eli Lilly) vem blindando as ações das grandes redes de farmácia brasileiras em meio a um mercado acionário instável.
- Em resumo: Canetas injetáveis para perda de peso devem liderar o crescimento do setor até 2026, segundo o BTG.
Ozempic e Mounjaro: a nova receita bilionária
As vendas globais de medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida explodiram nos últimos trimestres. De acordo com dados da Reuters, a Novo Nordisk já soma valor de mercado superior a alguns bancos europeus tradicionais graças à procura incessante pelo Ozempic.
Analistas do BTG projetam um “crescimento anual composto de dois dígitos” nas receitas das farmácias listadas até 2026, puxado pelas canetas emagrecedoras.
O que isso significa para o investidor brasileiro?
Com a inflação de serviços ainda pressionada e a Selic em fase de queda gradual, papéis defensivos ganham valor. A exposição ao nicho de obesidade – que atinge 22% da população adulta no Brasil, segundo o IBGE – posiciona as redes de farmácia como porto seguro diante de eventuais choques macroeconômicos.
Além disso, decisões recentes da Anvisa que agilizam o registro de produtos de alta demanda reforçam a tese de crescimento. Enquanto isso, programas privados de saúde ampliam cobertura para terapias antiobesidade, potencializando o ticket médio nas lojas físicas e no e-commerce.
O que você acha? Canetas emagrecedoras continuarão turbinando as ações de farmácias ou o fôlego é limitado? Para mais análises sobre o mercado de saúde e consumo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Novo Nordisk