Mercado redobra cautela antes do IPCA-15 após novos ataques no Oriente Médio
Ibovespa – O principal índice da B3 devolveu ganhos recentes e encerrou a última terça-feira em baixa de 0,88%, aos 176.247 pontos, refletindo o estresse causado por novos confrontos entre Estados Unidos e Irã e a expectativa pelo IPCA-15, que pode redefinir as apostas para a trajetória de juros no Brasil.
- Em resumo: risco geopolítico tirou apetite ao risco, elevou o dólar a R$ 5,027 (+0,18%) e reacendeu temor de inflação global.
Dólar volta a ser porto seguro em meio à escalada da tensão
A procura por proteção ganhou força depois que Washington e Teerã trocaram investidas militares, alimentando a percepção de que os preços do petróleo podem subir e contaminar os índices de preços mundo afora. De acordo com a Reuters, o movimento defensivo também pressionou os rendimentos dos Treasuries norte-americanos, componente-chave do custo de capital global.
“Quando conflitos se intensificam, a primeira reação é correr para o dólar e reduzir posições em Bolsa”, resume Leonardo Santana, da Top Gain.
Inflação brasileira no radar pode frear corte de juros
Mesmo sem pregão na quarta, operadores já projetam que um IPCA-15 acima do consenso esfriaria a aposta de flexibilização acelerada pelo Banco Central. Vale lembrar que, na última reunião, o Copom cortou a Selic em 0,50 ponto percentual, mas manteve o discurso dependente de dados. Se a prévia inflacionária surpreender para cima, o spread entre os juros domésticos e externos tende a subir mais, pressionando ações sensíveis a crédito como varejo e bancos.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3