Queda da moeda americana altera previsões de inflação e juros no país
Dólar – A cotação da moeda norte-americana encerrou a última sessão a R$ 5,06, o menor valor em 24 meses, movimento que acende alerta (e alívio) para importadores, investidores e para o Banco Central.
- Em resumo: fuga do “porto seguro” dólar indica retomada global do apetite por risco.
Fluxo estrangeiro e diferencial de juros ajudam o real
O tombo foi impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, atraído pelo ainda elevado juro real brasileiro e pela recuperação de commodities ligadas à nossa balança comercial. De acordo com dados compilados pela Reuters, o real já figura entre as divisas emergentes com melhor desempenho em 2023.
A moeda norte-americana acumula recuo de quase 9% no ano frente ao real, mostram números do Banco Central.
Impacto imediato: inflação, viagens e bolsa de valores
No curto prazo, a desaceleração do dólar tende a aliviar preços de combustíveis, passagens aéreas e produtos eletrônicos, fatores que pesam diretamente no IPCA. Um câmbio mais baixo também reduz a pressão sobre o Comitê de Política Monetária, que avalia o início de cortes na Selic ainda no segundo semestre.
Para o investidor, empresas com receita dolarizada (petróleo, papel e celulose) podem sofrer ajuste negativo de margem, enquanto companhias aéreas e varejistas importadoras tendem a ganhar fôlego. Já quem planeja viajar ao exterior encontra o melhor ponto de conversão desde o primeiro semestre de 2021.
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Crédito da imagem: Banco Central / Divulgação