Tensão externa e expectativa de Selic menor agravam fuga de investidores
Ibovespa – O principal índice da B3 encerrou a semana com recuo de 2,55%, a 190.745 pontos, a segunda queda consecutiva, resultado que acende alerta sobre o efeito dos juros nas ações de consumo.
- Em resumo: varejistas como C&A despencaram até 12,96%, enquanto Hapvida saltou 15,21% e segurou parte das perdas do índice.
Varejo e educação sentem o aperto: juros e petróleo no radar
Com o preço do barril oscilando em meio às negociações entre Irã e EUA, a curva de juros brasileira abriu, reduzindo apetite ao risco em setores sensíveis, conforme aponta levantamento da Reuters.
Faltando dias para a decisão do Copom, a aposta majoritária migrou para corte de 25 pontos-base da Selic, sinalizando ciclo mais curto de afrouxamento monetário.
Alta de Hapvida contrasta com tombo de C&A; o que explica a disparidade?
Mesmo em crise financeira, a Hapvida subiu 15,21% após os controladores ampliarem participação para 55,4%, gesto visto como voto de confiança. Já C&A (-12,96%), Yduqs (-10,33%) e Totvs (-9,51%) sofreram com revisão de margens e expectativa de consumo mais fraco.
O cenário vem num momento em que o IPCA acumulado de 12 meses ainda roda acima do centro da meta e o Federal Reserve sinaliza taxas elevadas por mais tempo, fatores que mantêm o dólar firme e pressionam a bolsa brasileira.
O que você acha? O Ibovespa tem fôlego para recuperar os 200 mil pontos se o Copom cortar apenas 0,25 p.p.? Para acompanhar análises diárias do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3