Entrada de capital estrangeiro promete injeção de fôlego em obras e margens
InterCement – Nesta segunda-feira (6), a terceira maior cimenteira do Brasil oficializou a saída definitiva da Mover e entregou o controle ao consórcio internacional capitaneado pelo argentino Marcelo Mindlin, encerrando um impasse de quase R$ 10 bilhões em dívidas e abrindo espaço para novos investimentos.
- Em resumo: Mindlin assume o conselho e mira expansão no Brasil e na Argentina após comprar dívidas de credores.
Novo comando mira capex adiado desde a recuperação judicial
Em entrevista à Bloomberg, Mindlin definiu a operação como chance rara de ganhar escala simultânea em dois mercados-chave de cimento. Com 13 % de participação no Brasil e 45 % na Argentina (via Loma Negra), a InterCement volta ao jogo num momento em que a construção civil ensaia retomada após a queda dos juros.
“Agora, nossa equipe pode focar nos investimentos que foram postergados pela situação financeira”, reforçou Marcelo Mindlin.
Pressão de custos e Selic menor redesenham a disputa no setor
A reposição de preços do cimento vem perdendo força à medida que a Selic cai e o crédito imobiliário reaquece. Segundo dados do Banco Central, a taxa básica recuou mais de 250 pontos-base desde 2023, barateando financiamentos e elevando a demanda potencial por insumos de construção. Para analistas, o espaço para ganho de market share cresce justamente onde a InterCement tem dez fábricas e capacidade de 16,3 milhões de toneladas.
O que você acha? A chegada de Mindlin pode reposicionar a concorrência frente a gigantes como Votorantim e CSN? Para acompanhar outras viradas corporativas, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / InterCement