Compliance ganha urgência após alerta americano para crime organizado
Banco Central do Brasil (BCB) – A recente decisão dos Estados Unidos de enquadrar PCC e Comando Vermelho como grupos ligados ao terrorismo acendeu sinal vermelho na indústria financeira nacional, que agora corre para reforçar filtros de lavagem de dinheiro antes que investidores e correspondentes globais encareçam – ou retirem – linhas de crédito em dólares.
- Em resumo: a mudança não bloqueia contas no Brasil de imediato, mas já elevou a régua de due diligence exigida de bancos e fintechs.
Correspondentes revisitam apetite e podem cortar limites
Grandes bancos internacionais iniciaram revisão de suas políticas de de-risking, movimento confirmado por uma fonte consultada pela Reuters. Na prática, qualquer percepção de lacuna em PLD/FT pode resultar em pedidos adicionais de informações, aumento de tarifas ou até fechamento de contas em dólar.
“Não é automático, mas muda a régua de risco”, resume um ex-diretor do BC citado no parecer técnico.
Pix e fintechs sob nova lupa regulatória
Embora o Pix permaneça fora do alcance direto das sanções, seu volume – que ultrapassou 42 bilhões de transações em 2023, segundo o BCB – amplifica o risco de que fluxos ilícitos se escondam na velocidade da liquidação instantânea. A força-tarefa do regulador inclui cruzamento de dados com o Coaf e diretrizes alinhadas ao Grupo de Ação Financeira (GAFI/FATF), que classificou o país como “largely compliant” em sua última avaliação de 2022.
Empresas de Banking as a Service e carteiras digitais, acostumadas a operar com margens apertadas, já estimam aumento de até 15% nos custos de compliance, segundo a Associação Brasileira de Fintechs. Analistas alertam que parte desse gasto pode ser repassada ao usuário final, elevando tarifas ou reduzindo cashback, em plena curva de juros Selic ainda elevada.
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Crédito da imagem: Divulgação / ChatGPT-OpenAI