Alívio fiscal tenta frear escalada de tarifas e custos do setor
Governo Federal – Recentemente, o Planalto decretou a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV), cortando R$ 0,07 por litro e liberando R$ 9 bilhões em crédito, numa ofensiva para limitar a inflação das passagens.
- Em resumo: corte tributário busca neutralizar alta de 64% no QAV desde o início da guerra no Irã.
Isenção de R$ 0,07 por litro é suficiente?
O QAV subiu 54,6% apenas no ajuste de março da Petrobras e ainda terá mais 18% de reajuste escalonado até julho. Em nota, a Reuters lembra que o combustível já consome até 45% dos custos das companhias, bem acima da média global de 27%.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), cada ponto percentual de alta no QAV pode elevar os bilhetes em até 0,8 ponto.
Impacto imediato para passageiros e companhias aéreas
A prévia da inflação (IPCA-15) de março já indicou salto de 5,94% nas tarifas aéreas. A redução de impostos tende a amortecer, mas analistas alertam: com oferta de voos possivelmente menor e desvio de rotas para driblar zonas de conflito, a pressão de demanda persiste.
No front macroeconômico, a medida pode conter parte do repasse sobre o IPCA cheio, algo crucial num momento em que o Banco Central sinaliza cautela para novos cortes na Selic. Se o efeito for limitado, o setor volta a depender de dólar mais calmo ou de biocombustíveis como o Sustainable Aviation Fuel (SAF), já previsto na Lei do Combustível do Futuro para 2027.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bruno Escolastico Sousa Silva/NurPhoto via Getty Images