Modelo de orquestração inteligente promete reduzir riscos em sistemas críticos
Bradesco – Em iniciativa detalhada recentemente, o banco passou a coordenar “squads virtuais” de inteligência artificial que assumem etapas de refatoração de código, testes e documentação. O movimento mira acelerar a modernização de sistemas legados sem abrir mão dos rígidos controles de risco exigidos pelo setor financeiro.
- Em resumo: ganho reportado de 30% na produtividade dos projetos de TI após a implantação de multiagentes de IA.
Por dentro dos squads virtuais de IA
Cada agente digital recebe um papel específico – de arquiteto a analista de segurança – e trabalha em sequência clara de validações. O formato evita sobrecarga de um único chatbot e cria trilhas de auditoria obrigatórias. Segundo dados reunidos pela Reuters, bancos globais que adotam arquiteturas semelhantes cortam até 25% do tempo de entrega de softwares regulatórios.
“Menos de 20% das empresas possuem maturidade adequada de dados e infraestrutura para agentes autônomos em escala”, aponta estudo da Capgemini citado pelo banco.
Contexto macroeconômico e impacto para o mercado
O investimento corporativo em IA deve saltar de US$ 175 bilhões em 2024 para US$ 400 bilhões em 2028, segundo estimativas da IDC. No Brasil, a pressão por eficiência cresce à medida que o spread bancário encolhe e o Banco Central mantém a Selic em trajetória de baixa. Nesse cenário, automatizar processos de TI com governança robusta vira diferencial competitivo: reduz custos, libera equipes humanas para inovação e antecipa compliance em caso de mudanças regulatórias.
O que você acha? A orquestração de múltiplos agentes de IA será o novo padrão nos grandes bancos ou ficará restrita a projetos-piloto? Para acompanhar outros desdobramentos desse tema, acesse nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / Bradesco