Simplificação tributária à vista pressiona empresas a agir já
FS Soluções Tributárias – Especialistas identificam que companhias brasileiras vêm deixando dinheiro parado em créditos de tributos pagos a maior. Com a reforma que entra em vigor em 2026, recuperar esses valores agora pode ser a diferença entre fôlego de caixa e aperto financeiro.
- Em resumo: auditorias retroativas de 5 anos têm revelado economias imediatas de milhões via compensação fiscal.
Compensação: o atalho legal que vira caixa em poucos meses
O processo começa com uma varredura em tributos declarados – PIS, Cofins, IPI e IRPJ – para localizar pagamentos indevidos. Na sequência, o crédito é usado para abater impostos futuros, evitando a espera por reembolso. De acordo com dados compilados pelo Valor Econômico, pedidos administrativos bem instruídos são homologados, em média, em 90 dias.
“A compensação é o mecanismo mais eficiente para transformar crédito em economia real e imediata”, afirma Fernándo Silva, tributarista e autor da série “Compensação Tributária Federal”.
Por que PMEs correm maior risco na transição para IBS/CBS
Com a migração para o modelo de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), créditos antigos precisarão ser convertidos para a nova sistemática. Quem não protocolar a compensação até o fim de 2025 pode perder o direito ou enfrentar fila na restituição. Esse cenário afeta sobretudo pequenas e médias empresas, que raramente contam com departamento jurídico próprio.
Além dos créditos próprios, a legislação (art. 74 da Lei 9.430/1996) autoriza a compra de precatórios de terceiros para abater débitos federais. A prática, já chancelada pelo STJ, tende a ganhar tração à medida que o governo aperta o caixa e posterga reembolsos em dinheiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / FS Soluções Tributárias