Fortuna bilionária parada reacende caça ao criador do Bitcoin
Bitcoin — Uma apuração do New York Times voltou a colocar o criptógrafo britânico Adam Back na mira como possível Satoshi Nakamoto, pseudônimo que assinou o white paper da criptomoeda em 2008. O dossiê retoma a discussão sobre a carteira com cerca de US$ 70 bilhões em bitcoins que jamais foram movidos e cujo destino intriga investidores há quase duas décadas.
- Em resumo: Linguagem técnica, horários de atividade online e ideias pré-Bitcoin fortalecem a tese de que Back seria o enigmático Satoshi.
Por que Adam Back voltou ao centro das atenções
O NYT cruzou dados técnicos e linguísticos para justificar a suspeita: Back criou o Hashcash, peça central citada por Nakamoto; esteve em fóruns cypherpunks onde o conceito de “dinheiro eletrônico descentralizado” era incubado; e reduziu postagens justamente nos períodos em que Satoshi publicava com mais frequência.
Análises estimam que as moedas atribuídas a Satoshi somem cerca de 1,1 milhão de BTC — patrimônio que, aos preços de mercado, vale aproximadamente US$ 70 bilhões.
Efeitos práticos para o mercado de criptomoedas
Apesar de o mistério não interferir diretamente na rede, a eventual revelação da identidade de Satoshi carrega implicações macroeconômicas: um movimento dessas moedas adormecidas poderia mexer com a liquidez global das criptos. Hoje, o valor de mercado do Bitcoin ronda US$ 1,3 trilhão, perfazendo mais da metade dos US$ 2,4 trilhões de todo o setor, segundo dados da CoinMarketCap.
Paralelamente, governos discutem regulações mais duras após a queda de grandes corretoras em 2024. No Brasil, o Banco Central já sinalizou que vai exigir segregação de contas de clientes — movimento que tende a aumentar a transparência, mas pode reduzir a agilidade de operações.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News