Plataforma da Monkey acelera leilão de recebíveis e puxa a nova era do crédito
Monkey – A fintech, que já movimentou mais de R$ 200 bilhões em antecipação de recebíveis, vê na duplicata escritural o gatilho para baratear de vez o capital de giro de fornecedores, especialmente pequenas e médias empresas, nos próximos dois anos.
- Em resumo: títulos 100% digitais devem liberar um mercado potencial de R$ 10 tri e pressionar as taxas – hoje entre 2% e 15% ao mês – para baixo.
Como a digitalização dos títulos muda o jogo
Com base na Lei 13.775/2018 e nas regras do Banco Central, a duplicata escritural nasce, circula e é liquidada em ambiente eletrônico, eliminando fraudes e disputa de lastro. De acordo com levantamento do Valor Econômico, cada título passa a ser registrado em plataformas como B3, CERC ou Núclea, criando um “CPF” para o recebível e abrindo espaço para múltiplos financiadores competirem em tempo real.
“O crédito será mais transparente, eficiente e acessível”, disse Ricardo Vieira, chefe de divisão de Regulação do Banco Central, em evento recente sobre o tema.
Concorrência derruba custo de capital de giro
Hoje, apenas 10% a 13% das duplicatas viram crédito junto a bancos ou FIDCs, segundo a Associação Brasileira de Bancos. Ao padronizar e rastrear os títulos, a nova norma deve atrair mais de 100 instituições – número já visto no marketplace da Monkey – para disputar o mesmo ativo. Resultado: spreads menores e dinheiro mais rápido no caixa de quem vende a prazo.
A mudança também coincide com o ciclo de queda da Selic, que já recuou 2,25 p.p. desde agosto de 2023. A combinação de juro básico menor e competição eletrônica tende a encurtar prazos e reduzir custos justamente quando PMEs enfrentam margens comprimidas pela desaceleração econômica.
O que você acha? A digitalização dos recebíveis vai, de fato, democratizar o crédito ou os grandes bancos continuarão dominando? Para mais análises sobre mercado financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Monkey