Sobrevoo histórico expõe desafios técnicos e oportunidades de negócios lunares
NASA – Nas próximas 24 horas, a cápsula Orion da missão Artemis II atingirá o ponto mais distante já percorrido por humanos, contornando o lado oculto da Lua e presenciando um eclipse solar total – marco que reforça a escalada de investimentos na economia espacial.
- Em resumo: voo de 10 dias testa sistemas vitais da Orion e pavimenta pouso tripulado previsto para 2028.
Por que este sobrevoo muda o jogo para a indústria espacial
Além de prover dados cruciais de navegação, o alinhamento Sol–Lua–Orion permitirá analisar, em primeira mão, a coroa solar durante o eclipse – informação valiosa para companhias que projetam satélites de telecomunicações e sondas científicas. Segundo estimativas da Reuters, a chamada “economia lunar” pode ultrapassar US$ 100 bilhões até 2030, impulsionada por contratos governamentais e novos serviços de mineração de rególito.
“A chance de encontrarmos algo que prove que não estamos sozinhos é alta, considerando os dois trilhões de galáxias existentes”, afirmou Jared Isaacman, administrador da NASA, em entrevista à CNN.
Do teste de suporte à vida ao impacto no bolso do investidor
O sistema de suporte à vida da Orion, em avaliação inédita com tripulação, servirá de base para as missões Artemis III e IV, nas quais SpaceX e Blue Origin disputarão US$ s de contratos para módulos de pouso. O programa já consumiu mais de US$ 40 bilhões em verbas públicas; cada avanço técnico reduz o risco – e o custo – para empresas privadas que planejam hotéis orbitais, transporte de carga e até geração de energia solar fora da Terra.
Analistas lembram que, após o pouso da Apollo 11 em 1969, ações de fornecedores aeroespaciais listados em Nova York superaram o S&P 500 em 18 % nos 12 meses seguintes. O ambiente de juros mais altos hoje exige resultados tangíveis, mas o movimento de capitais de risco em direção a startups de propulsão elétrica e robótica demonstra apetite crescente pelo setor.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA