Governo corre contra tempo para evitar novo choque de transportes e inflação
Governo Lula — Na última segunda-feira (6/4), Brasília turbina o pacote de R$ 30 bilhões para o diesel, aumentando o subsídio a até R$ 1,52 por litro, mas o efeito pode evaporar caso o barril de petróleo continue escalando após o conflito EUA-Irã.
- Em resumo: subsídio sobe, mas Vibra, Ipiranga e Raízen ainda evitam aderir ao teto de preços imposto pela ANP.
Subsídio maior, adesão menor: dilema bilionário
O desconto na bomba passa de R$ 0,64 para R$ 1,12 no diesel produzido no país e alcança R$ 1,52 no importado se Estados arcarem com metade do aporte extra. Mesmo assim, três distribuidoras que respondem por 50% das compras externas mantêm o pé no freio, temendo “tabelamento” num mercado em que o barril já saltou mais de 50% desde fevereiro, segundo a Reuters.
“A empresa que fixa preço hoje assume risco de comprar amanhã com petróleo a US$ 200”, adverte David Zylbersztajn, ex-presidente da ANP.
Impacto macro: inflação, frete e teto de gastos estaduais
Cada R$ 0,10 no litro do diesel pressiona em até 0,05 ponto percentual o IPCA, afetando alimentos e logística. Estados que toparem bancar R$ 0,60 do subsídio adicional terão de acomodar a despesa fora do teto local, reacendendo debate fiscal. Em 2018, a greve dos caminhoneiros derrubou o PIB trimestral em 1,2% — fantasma que o Planalto quer afastar em ano eleitoral.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil