Fenômeno inédito reforça corrida espacial e abre janela para turismo lunar
NASA – Na última segunda-feira (6/4), a cápsula Orion da missão Artemis 2 atingiu 406.771 km da Terra, superando em 6,6 mil km o recorde da Apollo 13 e, de quebra, ofereceu aos quatro astronautas um eclipse solar total visto do lado escuro da Lua — algo jamais presenciado por olhos humanos.
- Em resumo: Eclipse e recorde de distância aconteceram no mesmo dia; pouso no Pacífico está previsto para 21h07 de 10/4.
Recorde histórico e blackout de 40 minutos
Atravessar a face oculta da Lua significou 40 minutos sem contato com Houston, um déjà-vu tecnológico que relembrou o isolamento vivido por Michael Collins em 1969. Segundo a Reuters, a Deep Space Network da NASA ainda depende de órbitas favoráveis para manter comunicação contínua.
“Vimos coisas que nenhum ser humano jamais viu”, relatou o comandante Reid Wiseman após o restabelecimento do sinal, descrevendo a coroa solar emoldurando a Lua enquanto a luz refletida da Terra surgia no horizonte.
Quanto vale enxergar o lado escuro da Lua?
O programa Artemis movimenta cerca de US$ 93 bilhões até 2025, de acordo com estimativa da auditoria interna da agência. O feito da Artemis 2 injeta otimismo em fornecedores privados como SpaceX e Blue Origin, que disputam contratos futuros — um mercado que pode ultrapassar US$ 1 trilhão na próxima década, segundo projeção da Bloomberg Intelligence.
Para investidores, o êxito técnico reduz risco de cronograma e reforça a tese de que a economia lunar — propulsada por mineração de regolito e turismo de alta renda — deixará o campo da ficção científica mais cedo do que se imaginava.
O que você acha? O eclipse gravado pela Artemis 2 acelera a chegada do turismo espacial ou ainda é cedo para apostar? Para mais análises de alto impacto, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NASA